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Projeto Papa Pilhas foi ampliado e ganhou novo ponto de coleta na Avenida Cônego João Lima

A partir deste mês de dezembro, Araguaína já pode contar com mais um projeto focado na sustentabilidade e no respeito ao meio ambiente. O Papa Pilhas ganhou um novo ecoponto, as lojas Nosso Lar, para a coleta de pilhas e baterias, incluindo de celulares, na tarde da última sexta-feira, 15. Representantes dos parceiros do projeto, Prefeitura de Araguaína, Faculdade de Ciências do Tocantins – FACIT-TO, Cenário Rural e Escola Reciclarte, foram até a empresa para instalar o banner do Papa Pilhas e o coletor.

A gerente da loja, Marba Andrade, ficou satisfeita em ver o empreendimento como o primeiro ecoponto nesta nova fase do projeto. “É importantíssimo esse momento, porque estamos participando de forma ativa em um novo conceito que, na verdade, a gente acredita que já deveria ser tendência. Mas é uma iniciativa muito louvável e estamos juntos dos parceiros para um passo importante para proteção do meio ambiente”.

Logística Reversa

Depois de coletados, os materiais seguem para o Supermercado Atacadão, escolhido como ponto de descarte de todos os coletores, conforme explica o professor da FACIT e idealizador do Papa Pilhas, Rogério dos Reis Brito. “Dali, o material segue para uma empresa em São Paulo, onde acontece a separação das pilhas e baterias por marca e o encaminhamento para que as fabricantes deem a destinação correta, já que elas têm essa responsabilidade ambiental. Esse era último passo que nós da FACIT estávamos buscando para implantar o Papa Pilhas em toda Araguaína”, disse.

O projeto nasceu dentro da faculdade, no curso de Administração, em 2015. Desde então, coletores foram instalados nos dois campi da instituição e em empresas parceiras. A parceria com a Prefeitura está permitindo que o Papa Pilhas seja ampliado significativamente.

Cidade sustentável

O secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Júnior Marzola, compareceu ao lançamento e conversou com os parceiros e vendedores da loja. Júnior reforçou que, hoje, Araguaína tem cinco atividades de política reversa, um avanço em relação a 2016, quando havia apenas duas.

“Isso é resultado de projetos que a sociedade nos trouxe e também das nossas equipes. E o Papa Pilhas já está dentro de um grande projeto da Prefeitura, chamado Selo Verde. O meio ambiente não se faz somente com políticas públicas, mas principalmente da conscientização da sociedade civil organizada, porque é ela que efetiva os projetos das políticas públicas”, pontuou o secretário.

Sustentabilidade do começo ao fim

Outro diferencial do Papa Pilhas é o conceito de reciclagem amplamente aplicado no projeto. O próprio coletor é resultado de reaproveitamento, graças ao trabalho da Escola Reciclarte.

“Nós reutilizamos um material que é usado para embalar banners, um tubo que parece um cano, mas é todo feito de papelão. Reutilizamos esse material, que seria descartado, para fazer o coletor. Reforçamos para ele ganhar mais resistência e receber as pilhas, e demos um acabamento para que parecesse uma grande pilha”, explicou a diretora da Reciclarte, Valéria Elias Nogueira.

Responsabilidade

O Papa Pilhas atende a logística reversa estipulada pela Política de Resíduos Sólidos, Lei nº 12.305/2010. A ideia é diminuir drasticamente o impacto que materiais como pilhas e baterias têm no meio ambiente quando descartados de forma inapropriada. Metais pesados, como mercúrio, chumbo e cádmio, estão na composição dos materiais e poluem o solo, lençóis freáticos e mananciais.

A responsabilidade por evitar que isso aconteça já foi assumida pelo vendedor Cássio Régis Oliveira da Silva. “Hoje eu vi que aquelas pilhas que eu ia jogar no lixo comum, que eu sabia que não era o lugar próprio para elas, agora vão ter uma destinação certa. E também vou saber orientar as pessoas que me perguntarem sobre o coletor. Além de vender, vou informar”, contou, satisfeito.